Santa Catarina se despede de uma das figuras que se destacaram nos últimos anos pela atuação nas áreas de educação, empreendedorismo e inovação. Gustavo Lima Soares morreu na sexta-feira (30), aos 41 anos, deixando uma trajetória marcada pela participação em projetos voltados ao desenvolvimento empresarial e pela aproximação entre o conhecimento acadêmico e as necessidades do mercado. Professor, pesquisador e empresário, ele construiu uma carreira de destaque especialmente na região de São José e na Grande Florianópolis.
Gustavo foi um dos fundadores do Núcleo de Inovação e Negócios da AEMFLO (Associação Empresarial da Região Metropolitana de Florianópolis) e da CDL de São José. Criado em 2024, o projeto tinha como proposta reunir empreendedores, estimular a troca de experiências e incentivar a inovação dentro das empresas. Desde a criação da iniciativa, Gustavo esteve à frente da coordenação, participando diretamente da construção de um ambiente voltado ao relacionamento e ao desenvolvimento de novos negócios.
O trabalho realizado por ele na entidade era voluntário e ganhou importância entre empresários que buscavam novas formas de aperfeiçoar seus negócios. A proposta do núcleo era justamente aproximar profissionais de diferentes áreas, permitindo que experiências fossem compartilhadas e que conhecimentos pudessem ser transformados em iniciativas práticas. Sob a coordenação de Gustavo, a estrutura passou a funcionar como um espaço de aprendizado, relacionamento e discussão sobre os desafios enfrentados pelo setor empresarial.
A atuação de Gustavo também alcançou outras regiões de Santa Catarina. Em abril de 2025, ele assumiu a vice-presidência regional da Grande Florianópolis, Sul e Extremo Sul do CENI, o Conselho Estadual dos Núcleos de Inovação. A nova função ampliou sua participação no ecossistema de inovação catarinense e reforçou o trabalho que vinha desenvolvendo para aproximar empresas, profissionais e instituições ligadas ao conhecimento e ao empreendedorismo.
Sua trajetória acadêmica também teve papel importante na construção desse legado. Doutor e mestre em Administração, Gustavo era formado em Economia e Administração e atuou como professor, palestrante e autor. Ao longo da carreira, dedicou parte de seus esforços à formação de profissionais e à produção de conhecimento, buscando transformar conceitos desenvolvidos no ambiente acadêmico em ferramentas que pudessem ser aplicadas no cotidiano das organizações.
Entre os projetos criados por Gustavo estava a CATALISA 41, um hub de conhecimento e estratégia aplicada voltado à formação de lideranças e ao desenvolvimento de organizações. A iniciativa refletia uma das principais características de sua atuação profissional: a tentativa de estabelecer uma conexão mais próxima entre universidades, pesquisas e empresas. Para ele, o conhecimento produzido no meio acadêmico poderia gerar novas oportunidades quando transformado em soluções capazes de atender às necessidades do mercado.
A contribuição de Gustavo para o empreendedorismo e a inovação em Santa Catarina ganhou reconhecimento justamente por essa capacidade de transitar entre diferentes áreas. Sua atuação reunia educação, pesquisa, gestão e desenvolvimento empresarial, criando pontes entre profissionais e instituições. O trabalho desenvolvido ao longo dos anos ajudou a fortalecer espaços de discussão sobre inovação e também incentivou empreendedores a compartilharem experiências em busca de novas possibilidades para seus negócios.
A notícia de sua morte aos 41 anos repercutiu entre pessoas que acompanharam sua trajetória profissional e participaram dos projetos desenvolvidos por ele. Além da atuação empresarial, Gustavo deixou uma marca na educação e na formação de lideranças, áreas nas quais trabalhou por meio de aulas, palestras, pesquisas e iniciativas próprias. Sua contribuição passou por diferentes setores e alcançou profissionais interessados em transformar conhecimento em resultados concretos.
O velório de Gustavo Lima Soares foi realizado neste sábado (31), das 9h às 12h, no Crematório Catarinense, em Palhoça, na Grande Florianópolis. A cerimônia reuniu familiares, amigos e pessoas que fizeram parte de sua trajetória. Aos 41 anos, Gustavo deixa como legado uma carreira dedicada à educação, ao empreendedorismo e à inovação, além de projetos que continuam representando a busca por maior integração entre conhecimento, liderança e desenvolvimento empresarial em Santa Catarina.






