O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou neste sábado (7) as acusações de fraude contra o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em publicação nas redes sociais, o magistrado contestou as alegações de irregularidades e classificou como “bravatas” as declarações que, segundo ele, tentam colocar em dúvida a legitimidade do processo eleitoral.
Na manifestação, Gilmar destacou a realização de três auditorias nas urnas eletrônicas, conduzidas em todos os estados brasileiros durante os dois turnos da votação. Para o ministro, os procedimentos realizados demonstram que as acusações de fraude não encontram sustentação nos mecanismos de fiscalização utilizados pela Justiça Eleitoral.
O magistrado também afirmou que as alegações representam tentativas de construir narrativas falsas sobre o resultado das eleições. Ao comentar as declarações, utilizou expressões como “acusações levianas” e afirmou que as suspeitas apresentadas são em vão diante dos procedimentos de verificação realizados.
“Há mais de 20 anos o sistema se submete a testes como esses, sem que jamais se tenha constatado um único indício de manipulação”, ressaltou Gilmar Mendes. A declaração foi utilizada pelo ministro para reforçar seu argumento de que o sistema eletrônico de votação passa por avaliações periódicas e que, segundo ele, não há histórico de identificação de manipulação nos testes mencionados.
Outro ponto destacado na publicação foi o desempenho eleitoral do Partido Liberal (PL), legenda do senador Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno. Gilmar lembrou que o partido conseguiu eleger as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além de conquistar seis governos estaduais.
A referência às conquistas do PL foi apresentada pelo ministro como um elemento que, em sua avaliação, demonstra uma contradição nas acusações contra as urnas eletrônicas. Isso porque o mesmo sistema utilizado na eleição presidencial também foi responsável pela apuração dos votos nas disputas legislativas e estaduais, nas quais o partido obteve resultados expressivos.
Gilmar Mendes também defendeu a atuação da Justiça Eleitoral ao longo das últimas décadas. Segundo ele, a instituição construiu uma reputação de excelência e prestou serviços relevantes ao país, com reconhecimento de organismos internacionais. O ministro afirmou que esse histórico não deve ser abalado por declarações que classificou como infundadas.
Ao encerrar sua manifestação, o magistrado voltou a criticar os questionamentos sobre o resultado eleitoral e afirmou que a sociedade brasileira sabe diferenciar declarações sem fundamento de manifestações sérias e responsáveis. A publicação ocorreu em meio à repercussão de entrevistas nas quais Flávio Bolsonaro voltou a levantar suspeitas de fraude nas eleições brasileiras, sem apresentar provas para sustentar as alegações.
As declarações de Gilmar também se inserem no debate sobre o reconhecimento do resultado eleitoral pelas instituições brasileiras. Nos últimos dias, Flávio criticou o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por reconhecer o resultado do pleito e afirmar que não houve fraude. O senador contestou a posição do magistrado durante entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post.
Com a nova manifestação, Gilmar Mendes reforçou publicamente a defesa dos procedimentos de auditoria e fiscalização das urnas eletrônicas. O ministro também direcionou críticas às declarações que colocam em dúvida a votação, destacando os resultados obtidos pelo próprio PL nas demais disputas realizadas com o mesmo sistema eleitoral.






