Um homem de 51 anos morreu nesta quinta-feira (5), após passar 11 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Braz, em Porto União, no Planalto Norte de Santa Catarina. Vilson Delvoss havia sido baleado por um vizinho durante as comemorações do segundo turno das eleições presidenciais, no dia 25 de outubro. Segundo as informações divulgadas pelo portal ND Mais, o ataque ocorreu enquanto a vítima e outras pessoas celebravam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Vilson foi atingido por cinco disparos e permaneceu internado desde o dia do crime. Apesar dos cuidados médicos, não resistiu aos ferimentos. Uma segunda pessoa também foi atingida durante o ataque, sofrendo ferimentos no braço esquerdo. Essa vítima recebeu atendimento médico e teve alta hospitalar.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito fugiu em um veículo logo após os disparos. Quando as equipes de emergência chegaram ao local, Vilson estava inconsciente e apresentava ferimentos no abdômen e na perna direita, além de uma hemorragia grave na região femoral. Os bombeiros realizaram os primeiros procedimentos de atendimento e encaminharam o homem ao Hospital São Braz.
A ocorrência mobilizou equipes policiais, que iniciaram buscas para localizar o responsável pelos disparos. O suspeito foi encontrado ainda na noite de 25 de outubro, na BR-280, em Canoinhas, município próximo a Porto União. A localização foi possível depois que os policiais receberam informações sobre o trajeto utilizado pelo veículo e organizaram um cerco às margens da rodovia.
Durante a abordagem, os agentes prenderam o motorista e apreenderam um revólver que, segundo a investigação, teria sido utilizado no ataque. A arma foi recolhida junto com o veículo, e o suspeito foi encaminhado à Polícia Civil para os procedimentos legais.
Em depoimento às autoridades, o homem confessou ter efetuado os disparos contra os dois vizinhos. Segundo a reportagem, ele alegou que tomou a atitude porque as vítimas estavam comemorando o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. A motivação política, portanto, foi apresentada pelo próprio suspeito durante o depoimento à polícia.
O caso aconteceu em um contexto de comemorações eleitorais, mas as informações divulgadas não detalham se houve uma discussão anterior entre os envolvidos ou quais circunstâncias antecederam os disparos. Também não foram apresentados outros elementos sobre a relação entre o suspeito e as vítimas antes do episódio.
Após a prisão, o motorista permaneceu à disposição do Poder Judiciário. A arma e o veículo apreendidos foram encaminhados às autoridades responsáveis pela investigação. Com a morte de Vilson, o caso passa a envolver também a consequência fatal do ataque, que inicialmente deixou duas pessoas feridas.
A vítima permaneceu 11 dias internada, mas não conseguiu se recuperar dos ferimentos provocados pelos cinco disparos. A segunda pessoa atingida sobreviveu e recebeu alta médica. Até as informações publicadas pelo ND Mais, não havia detalhes adicionais sobre eventuais mudanças na situação judicial do suspeito após a confirmação da morte de Vilson.
A ocorrência em Porto União ganhou repercussão pela motivação relatada pelo próprio motorista, que afirmou ter atirado contra os vizinhos porque eles comemoravam a vitória de Lula. O caso segue sob responsabilidade das autoridades policiais e judiciais de Santa Catarina.






