Flávio Bolsonaro tem nova aparição nos EUA após deixar o Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, participou de um culto evangélico no último domingo (1º), na cidade de Coral Springs, na Flórida, nos Estados Unidos. A aparição ocorreu cinco dias depois de sua saída do Brasil e foi divulgada nas redes sociais da Igreja Celeiro, congregação que realiza encontros religiosos voltados à comunidade brasileira na região próxima a Miami.

Flávio esteve acompanhado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), das respectivas esposas, Fernanda e Heloísa, e dos pastores José Maurício e Alice Fernandes. Uma publicação feita no perfil oficial da igreja mostrou os integrantes da família Bolsonaro ao lado dos religiosos. Na legenda, a congregação afirmou ter recebido a família em sua unidade nos Estados Unidos, identificada como Celeiro Flórida Casa de Oração.

Um vídeo divulgado pela instituição também registrou os irmãos Bolsonaro participando do momento de louvor. Os dois aparecem na primeira fileira, cantando durante a celebração religiosa. As imagens mostram ainda a presença das esposas dos políticos no encontro. A publicação tornou pública uma das primeiras aparições de Flávio em uma atividade religiosa desde que chegou ao território norte-americano.

A Igreja Celeiro tem sede na capital paulista e, desde janeiro deste ano, promove cultos destinados a brasileiros que vivem ou estão na cidade de Coral Springs. A congregação é conduzida por integrantes da família Fernandes. Entre eles está o pastor sênior André Fernandes, que também se manifestou nas redes sociais após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em uma publicação pessoal, André Fernandes demonstrou indignação com o resultado da eleição presidencial e publicou uma mensagem religiosa direcionada ao Brasil. O pastor escreveu: “Que Deus abençoe o Brasil e nos fortaleça como nação nos próximos anos”. A manifestação ocorreu no contexto da repercussão da vitória de Lula e da derrota de Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto.

A presença do senador no culto acontece poucos dias depois de sua saída do país, episódio que gerou repercussão política e jurídica. Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27/10), dois dias depois da derrota eleitoral e um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do parlamentar. A decisão judicial antecedeu a viagem do senador aos Estados Unidos.

De acordo com as informações divulgadas, Flávio deixou o território brasileiro pela fronteira com a Argentina. Em seguida, realizou uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de chegar à Flórida. O desembarque ocorreu na manhã de quarta-feira (28/10), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, localizado na região de Miami. O trajeto foi mencionado em meio às discussões sobre as circunstâncias da saída do senador.

Aliados de Flávio Bolsonaro afirmaram que a viagem foi motivada pelo receio de uma possível prisão após a decisão de Alexandre de Moraes. A saída do parlamentar também passou a ser discutida por causa das informações sobre o apoio do governo norte-americano à sua permanência nos Estados Unidos. Segundo a reportagem, a administração do presidente Donald Trump apoiou a viagem e indicou que o senador poderá permanecer no país.

A participação no culto em Coral Springs representa uma aparição pública de Flávio ao lado de familiares e lideranças religiosas brasileiras durante sua permanência nos Estados Unidos. O encontro foi divulgado pela própria igreja, que publicou fotografias e vídeos da celebração. Até o momento apresentado pela reportagem, não foram informados detalhes sobre outros compromissos do senador na Flórida após sua chegada ao país.

O episódio reúne elementos religiosos, familiares e políticos em um momento de repercussão sobre a situação de Flávio Bolsonaro fora do Brasil. Enquanto o senador aparece em uma celebração evangélica acompanhado do irmão e das esposas, sua saída do território brasileiro continua sendo associada à decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes e às informações sobre o apoio recebido nos Estados Unidos.