Questionamento sobre o PL Mulher leva Michelle a fazer declaração direta

A senadora eleita pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), negou que esteja negociando seu retorno à presidência do PL Mulher e afirmou que pretende concentrar seus esforços no mandato que assumirá na próxima legislatura. A declaração foi publicada na noite desta sexta-feira (30), após uma informação divulgada pelo portal Rádio Corredor indicar que a ex-primeira-dama estaria articulando uma possível volta ao comando do movimento feminino do partido.

Em resposta à publicação, Michelle afirmou que não retomou a presidência do PL Mulher e que também não negociou seu retorno ao cargo. Segundo ela, atualmente a responsabilidade pela condução do movimento está nas mãos da secretária nacional, Ana Muñoz. A senadora eleita ainda esclareceu que sua participação no partido deverá ocorrer de outra maneira, sem reassumir a função de liderança que exerceu anteriormente.

Na manifestação, Michelle declarou que se colocou à disposição do Partido Liberal para contribuir com o fortalecimento da participação feminina nas eleições municipais. A intenção, segundo ela, é colaborar com iniciativas voltadas à presença das mulheres na política, especialmente durante os próximos processos eleitorais. Apesar dessa disponibilidade, deixou claro que sua prioridade será o exercício do mandato no Senado Federal.

A declaração mais direta da ex-primeira-dama foi sobre seus próximos compromissos pessoais e políticos. Michelle afirmou que pretende se dedicar ao mandato e também ao cuidado com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala foi publicada em resposta à informação que circulava sobre uma possível negociação para reassumir o comando do PL Mulher.

Depois da manifestação, o portal Rádio Corredor atualizou o conteúdo original e publicou o posicionamento de Michelle na íntegra. A página também informou que estava corrigindo o texto para incluir a resposta da senadora eleita, esclarecendo que ela não havia negociado o retorno à presidência do movimento.

Michelle Bolsonaro ocupará um cargo eletivo pela primeira vez. Eleita senadora pelo Distrito Federal, ela contou com o apoio do marido, Jair Bolsonaro, durante sua trajetória política. Aos 44 anos, a ex-primeira-dama chega ao Senado depois de uma atuação pública que ganhou destaque principalmente durante o período em que ocupou o Palácio da Alvorada.

Nascida em Ceilândia, no Distrito Federal, Michelle já havia tido uma experiência profissional ligada à atividade parlamentar antes de assumir o papel de primeira-dama. Entre 2006 e 2007, trabalhou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados. Foi nesse período que conheceu Jair Bolsonaro, que ocupava uma cadeira na Casa como deputado federal.

Durante o governo do marido, Michelle ganhou visibilidade por iniciativas relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência, especialmente pela atuação envolvendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Um dos momentos de maior repercussão ocorreu na cerimônia de posse presidencial de 2019, quando ela realizou um discurso nessa modalidade, em um gesto considerado inédito em uma posse presidencial brasileira.

Agora, com a eleição para o Senado, Michelle deverá iniciar uma nova etapa de sua trajetória política. Embora tenha demonstrado disposição para colaborar com o fortalecimento da participação feminina dentro do PL, sua declaração indica que não pretende acumular essa atividade com o comando nacional do PL Mulher neste momento.

A posição divulgada também esclarece que a liderança do movimento permanece com Ana Muñoz. Até a publicação da reportagem, não havia indicação de uma mudança nessa estrutura. Michelle, por sua vez, reforçou que pretende direcionar sua atenção ao mandato parlamentar e às questões familiares, especialmente ao cuidado com Jair Bolsonaro.