Alexandre Borges revela detalhe pessoal sobre a mãe

O ator Alexandre Borges, de 60 anos, compartilhou uma experiência delicada de sua vida familiar durante participação no programa Encontro, apresentado por Patrícia Poeta, na manhã desta quinta-feira (29). Ao conversar sobre sua preparação para interpretar Ulisses na novela Quem Ama Cuida, da TV Globo, o artista revelou que buscou referências em situações que acompanhou dentro de casa para compreender melhor os desafios enfrentados pelo personagem. Na trama, Ulisses lida com problemas relacionados ao vício em jogos de azar, um assunto que Alexandre conhece de perto por causa de uma experiência vivida por sua mãe, Rosa Linda Maria Borges. Durante a entrevista, o ator relembrou o período em que a familiar costumava frequentar estabelecimentos de apostas e contou que, em algumas ocasiões, precisou ir pessoalmente até esses locais para acompanhar a situação e garantir que ela estivesse bem. O relato trouxe uma dimensão pessoal à discussão apresentada pela novela, mostrando como o comportamento compulsivo relacionado aos jogos pode afetar não apenas quem aposta, mas também as pessoas próximas. Sem esconder a preocupação que sentia naquela época, Alexandre explicou que, inicialmente, a atividade poderia parecer apenas uma forma de entretenimento para a mãe, mas, com o passar do tempo, ele percebeu que a situação havia se transformado em algo preocupante. A declaração chamou atenção justamente por revelar uma parte pouco conhecida da história familiar do artista.

Ao recordar o comportamento da mãe, Alexandre contou que Rosa Linda costumava frequentar casas de apostas que funcionavam sem autorização. O ator explicou que esses lugares faziam parte de uma realidade que acompanhou durante determinado período e que, em algumas situações, ele precisou comparecer aos estabelecimentos para verificar como a familiar estava. A preocupação surgiu à medida que percebeu a frequência com que ela procurava esses ambientes e o espaço que os jogos passaram a ocupar em sua rotina. Durante a entrevista, o artista também contextualizou a história com as mudanças ocorridas na legislação brasileira sobre apostas e jogos de azar. Ele mencionou diferentes períodos, desde fases em que determinadas modalidades eram permitidas até momentos de proibição, além da época em que os bingos funcionavam em várias cidades do país. Esse cenário ajuda a compreender por que estabelecimentos ligados aos jogos acabaram fazendo parte da rotina de algumas pessoas, especialmente quando eram apresentados como opções de lazer e convivência. No caso de sua mãe, porém, Alexandre percebeu que a experiência não estava limitada a uma atividade ocasional. O ator explicou que acompanhou de perto a situação e que a preocupação aumentou quando começou a notar os possíveis efeitos daquele hábito. A lembrança também serviu como referência para construir a interpretação de Ulisses, personagem que enfrenta dificuldades semelhantes na ficção.

Um dos momentos mais marcantes do relato aconteceu quando Alexandre recordou uma conversa que teve diretamente com a mãe. Ao perceber o envolvimento dela com os jogos, o ator decidiu perguntar por que ela continuava frequentando aqueles estabelecimentos. A resposta de Rosa Linda ficou registrada na memória do artista e foi compartilhada durante o programa: “Meu filho, eu não tenho nada para fazer”. A frase revelou a maneira como a aposentada enxergava aquela atividade naquele momento, associando as apostas a uma forma de ocupar o tempo livre. Para ela, o ambiente parecia oferecer uma alternativa de lazer e uma oportunidade de sair da rotina. Alexandre, entretanto, passou a observar a situação por outra perspectiva, principalmente porque percebeu que o hábito poderia estar ultrapassando os limites de uma diversão ocasional. A resposta da mãe também evidencia uma questão que pode estar presente na vida de muitas pessoas: a falta de atividades, de convivência ou de estímulos no cotidiano pode fazer com que determinados ambientes se tornem especialmente atraentes. No caso relatado pelo ator, a preocupação não estava apenas no dinheiro envolvido, mas também na frequência com que a mãe procurava os jogos e na importância que aquela atividade parecia adquirir em sua vida. Ao compartilhar a lembrança, Alexandre trouxe uma reflexão sobre como comportamentos inicialmente vistos como passatempo podem se transformar em uma preocupação para familiares.

O ator também comentou sobre a estrutura oferecida pelas casas de apostas que a mãe frequentava. Segundo seu relato, os estabelecimentos contavam com recepção atenciosa e serviço de alimentação, características que contribuíam para criar um ambiente convidativo aos frequentadores. Esses espaços não eram procurados necessariamente apenas pelo interesse nas apostas, mas também pela possibilidade de conversar, permanecer acompanhado e encontrar uma forma de entretenimento fora de casa. A combinação desses elementos ajudava a explicar o fascínio que exerciam sobre algumas pessoas. Alexandre destacou, porém, que sua percepção mudou quando passou a observar os efeitos daquela rotina na vida de Rosa Linda. “No começo, pode ter sido uma diversão, mas eu senti que foi um problema para ela”, declarou o artista durante o Encontro. A fala demonstra que ele identificou uma mudança na relação da mãe com os jogos e que a experiência deixou de parecer uma atividade recreativa sem maiores consequências. O depoimento também reforça a importância de observar quando uma prática de lazer começa a ocupar espaço excessivo na rotina de alguém. Embora cada situação tenha suas particularidades, o relato de Alexandre mostra como familiares podem perceber alterações no comportamento antes mesmo de a própria pessoa reconhecer que precisa rever seus hábitos.

A experiência pessoal também teve importância na preparação do ator para viver Ulisses em Quem Ama Cuida. Ao interpretar um personagem que enfrenta dificuldades relacionadas aos jogos de azar, Alexandre encontrou lembranças que o ajudaram a compreender melhor as consequências desse tipo de comportamento. A vivência não significa que a história de sua mãe seja igual à trajetória fictícia de Ulisses, mas oferece ao artista uma referência emocional para abordar o assunto com mais profundidade. Na novela, o tema permite discutir como o envolvimento excessivo com apostas pode afetar relações familiares, decisões financeiras e a confiança entre pessoas próximas. Ao falar sobre o assunto na televisão, o ator também contribuiu para ampliar a conversa sobre um problema que nem sempre é percebido imediatamente por quem está ao redor. A dependência relacionada aos jogos pode começar de maneira discreta, especialmente quando a atividade é apresentada como diversão ou uma forma de passar o tempo. Por isso, relatos como o de Alexandre ajudam a mostrar que os efeitos podem alcançar diferentes integrantes de uma família. O artista utilizou a oportunidade para relacionar sua experiência pessoal ao trabalho na novela, explicando como determinadas lembranças podem contribuir para a construção de um personagem e para a abordagem de temas presentes na sociedade.

A participação de Alexandre Borges no Encontro acabou trazendo à tona uma lembrança familiar marcada pela preocupação com a rotina da mãe e pela percepção de que os jogos haviam deixado de ser apenas uma diversão. Ao recordar a frase “Meu filho, eu não tenho nada para fazer”, o ator mostrou como Rosa Linda justificava a frequência aos estabelecimentos e como ele passou a enxergar aquela situação com o passar do tempo. O relato também explicou por que a história de Ulisses, em Quem Ama Cuida, tem um significado especial para sua interpretação. Mais do que falar sobre a preparação para uma novela, Alexandre compartilhou uma experiência que acompanhou de perto e que o ajudou a compreender os impactos dos jogos na vida de uma família. Sua declaração chamou atenção por abordar um tema delicado sem deixar de lado o aspecto humano da situação: a preocupação de um filho com a mãe e a dificuldade de perceber quando um hábito começa a trazer consequências. Com a repercussão da entrevista, a história também reforça a importância de discutir o jogo responsável e de reconhecer sinais de que uma atividade de lazer pode estar se tornando um problema.